Sérgio Mattar

…tem coração  Caiçara !

A legendária praia do Saco da Ribeira

Com cinco ou seis anos de idade, meu pai me levou conhecer  uma praia chamada Saco da Ribeira, 12 quilômetros antes da cidade de Ubatuba.

Não havia nada de nada, exceto famílias de caiçaras e índios.

Rubens Mattar - meu pai

Meu pai e meu tio Wilson Fittipaldi, o Barão, resolveram construir suas casas naquela praia.

Wilson Fittipaldi - pai

Passei minha infância e adolescência em Ubatuba, portanto, tenho um tanto de caiçara em mim.

Simplesmente adorava aquele lugar, o bar do “seu” Zeca, do “seu” Paulino, o caminho pra maravilhosa praia do Lázaro ou a Sununga com sua gruta que “Chora”. Eram e são tantas as belezas que acreditava piamente ser ali a vivenda de Deus. Se não for, por via das dúvidas, deixo que Ele usufrua de sua própria criação tanto quanto possível.

A legendária praia do Saco da Ribeira

Meu velho pai construiu um Píer com um Deck bem em frente da nossa casa, que hoje é o Iate Clube de Ubatuba. O Saco da Ribeira era o refúgio dos barcos e das grandes embarcações a caminho do Rio ou São Paulo .

Minha juventude era irrigada de Ubatuba.

Sérgio Mineiro - amigo e publicitário

A Ubatuba de Sérgio Mineiro, Renato Teixeira, Ciccilio Matarazzo, Clodovil, Paulo Polé, Rodolfo Pirani e de tantas saudades que tenho e as sinto profundamente.

Renato Teixeira - Compositor e amigo de calças curtas

Da Luita, minha amiga de sempre, do Dag, primo querido, Tati, Marcelo, Emerson e Wilsinho Fittipaldi, meus primos de alma e de tantos momentos intensamente vividos que paro por aqui para acalmar minha lembranças.

Luita Lobo com sua neta...

Ubatuba e o litoral norte de São Paulo me remetem a um tempo inesquecível. Tempo de felicidade, de pura paixão, das menininhas bronzeadas caminhando displicentemente por aquele chão batido de areia, das músicas melodiosamente tocadas sob as estrelas ou a ardência do sol .Que tempo,meu Deus.

Tati Almeida - Maresias... Caiçara e mais um pouco.

Como eu era feliz com aquele mundo simples do fazer,do querer,do amar,da irresponsabilidade juvenil que jorrava daquela atmosfera calma dos cantos mais aconchegantes da vida.

Quantas pessoas passam por minha cabeça agora, no momento em que escrevo. Como se pode sentir os mesmos sentimentos de outrora,o cheiro da maresia,das marés,dos barcos dos pescadores e seus ruidosos tripulantes festejando o resultado da pesca.Da voz calma de meu pai,as risadas dos caiçaras ao meu redor.

Isto tudo é hoje, se não fosse o passado transposto para o texto com toda a paixão de sempre,com toda a força de sempre, com todo o amor de sempre.Saudades de meus pais,dos meu amigos. Saudades de minha família querida. Saudades de mim mesmo.

Saudades…

Dag - Antonio Rubens Dagostini. Primo querido e caiçara de boa cepa

Deixo meu texto por um pouco, deixo minha saudade por um pouco, deixo minha alegria por um pouco.

Volto pro hoje e me despeço dos meus queridos leitores.

Ubatuba anos 60- Wilsinho Fittipaldi, Sérgio Mattar, Tinho, Amadeu, Emerson Fittipaldi

Minha emoção me pede um tempo.

E eu a respeito. Até já.

“O Construtor”

tão simples …… como a alma do povo

Siqueira Campos- desbravador

brasileiro.

É importante para o entendimento das novas gerações o registro mais profundo de nossa história.

Assim, como o Brasil que à quase 500 anos sendo habitado e desenvolvido no seu leste, por razões topográficas e sociológicas, surge Juscelino e carrega para o centro do país a Capital dos brasileiros. Por que?

Pela Constituição previa-se a capital do Brasil mais afastada possível de seu litoral, por receio de ser alvo fácil a uma investida naval de paises opositores.

Hoje com a alta tecnologia bélica não há mais necessidade de tal preocupação, onde estiver o alvo estará a mira.

Pois bem, cansado de observar o povo praiano em seu natural ritmo tropical, onde as paisagens, o azul do céu e o verde das águas não davam lugar ao compromisso sério, a responsabilidade total e a homens impulsionados ao desenvolvimento da terra brasileira, Kubistchek parte em direção ao planalto central.

Motivos?

Não só para cumprir a Constituição mas, e principalmente, para levar o Brasil à sua soberania plena destas terras tão ricas em povo e em recursos naturais. Claro, que a oposição o taxou de “ louco ” na época, mas o tempo registrou na história o seu feito grandioso.

Juscelino kubitschek em Brasília

Juscelino vislumbrava o Brasil como terra policultural, com atividades agropecuárias e com um novo brasileiro surgindo dos cerrados, em direção à Amazônia intransponível que, por nós cortejada, mas visitada por estrangeiros mal intencionados. Foram muitas as “missões religiosas” que conviveram com as riquezas amazônicas.

Era primordial que se defendesse aquele “pulmão mundial” desses espertalhões.

Para isso Juscelino imaginou levar a infra-estrutura em direção ao norte do país pretendendo assim, a fixação de civilizações no entorno sul e oeste da Amazônia.

Mapa do Brasil

Iria se formar ali o que ele denominou de “Cinturão Sub-amazônico”, ou seja, civilizações fortes defendendo as fronteiras políticas da região.

Estrada Belém -Brasilia

O Presidente Juscelino retomou este projeto e ordenou a seus engenheiros que esta ligação Goiás-Belém do Pará deveria ser totalmente terrestre sem o uso das águas do imenso rio. Daí nasce a Belém-Brasília e em suas margens inúmeras cidades que, hoje, dão sustentação à idéia do “velho lobo”. O início da infra-estrutura brasileira se tornava real.

Siqueira Campos leva o Brasil para mais próximo do sonho de Juscelino. Lutou no Congresso Nacional para a divisão do Estado de Goiás e a criação de Tocantins. Era tão estratégico para o Brasil quanto fora  Brasília. Esta nova terra conquistada, herdava homens sem destino, forasteiros atrás de riquezas e uma política perversa àqueles brasileiros entregues à própria sorte. Nascia Tocantins.

Construindo um Estado.

Estava tudo por fazer. Nem Capital havia. Aquele homem astuto não falava. Fazia.

Era imperativo construir uma nova cultura e políticas sócio-econômicas.

Siqueira Campos

Como era imperativo, também, que se elevasse aos cidadãos o espírito da gente do Tocantins.

Ele era o espírito do tocantinense. As pessoas começavam a entender o que estava acontecendo no antigo e abandonado norte goiano. A vida havia chegado.

Palmas

Quando todos davam como certo que a capital do Estado estaria entre as cidades já existentes na margem esquerda do Rio Tocantins, decide Siqueira fazer a capital do Estado do lado oposto do que a oposição imaginava. Por que?

Rio Tocantins

Em função da Belém-Brasília, a margem esquerda do Rio Tocantins era mais desenvolvida e civilizada. A densidade populacional da região direita ao rio era quase nenhuma, somente alguns poucos índios.

Por ser terras de valor irrisório o processo de desapropriação seria mais factível e estratégico pois obrigaria o fluxo habitacional para o leste do Estado. Assim sendo, o desenvolvimento no todo, com o tempo estaria equilibrado.

O Construtor

Para se reformar uma casa qualquer já é extremamente penoso. Imagine construir um Estado, uma capital, infra-estrutura, com gente dentro. Pois foi assim que se fez Tocantins e Palmas, o mais novo Estado do terceiro milênio e a última cidade construída no século XX.

Presidente Juscelino Kubitschek

Quería me fixar neste item: que homem é este que com o ímpeto de um jovem, a paciência de um político, o arrojo de um empreendedor e o muito de alma e coração, consegue realizar com sucesso, o que na história será registrada como “O Homem que sucedeu Juscelino”.

Como foi sua trajetória, os amigos, curiosidades, momentos felizes, momentos de revés enfim, quem é o homem Siqueira Campos?

Ad Eternum a história se fará. Quantos na história do nosso país tiveram a oportunidade de deixar registrado para as gerações futuras a sua vida e sua obra. Quantos?

É sem sombra de dúvida o momento de quis realizar um vídeo dividido em três sessões de entrevistas, sempre com o cuidado que o jornalista tem para com o Governador.

O “Esta é sua vida”, terá a participação de amigos de infância, seus personagens mais interessantes, lugares inesquecíveis, caminhando pela vida do velho Prestes, o tenentismo e a participação do tenente Siqueira Campos, com depoimentos importantes, dados por historiadores e por familiares do valente guerrilheiro.

Passaremos por Juscelino onde as grandes semelhanças aparecerão e, finalmente com o Construtor nos dias de hoje.

Será um registro emocionante e emocionado .Distribuído em DVD para os amigos,para as escolas, universidades, historiadores do Brasil e brasilianistas pelo mundo.

Governador Siqueira Campos

Não é um programa de televisão.

É um documento para a posteridade.

Sérgio Mattar

Guilherme Karan

Guilherme Karan

No dia 29 de abril de 2005 ele sofreu um assalto dentro de um táxi, tendo a pochete roubada. Karan fisicamente nada sofreu, mas o motorista do táxi foi assassinado ao reagir.

Desde a época do assalto, Karan começou a manifestar sintomas da doença de Machado-Joseph, uma síndrome degenerativa que compromete a coordenação motora. Forçado a passar a usar uma cadeira de rodas para se locomover, desde então está afastado dos palcos e da televisão.

Guilherme Karan e Cristina Pereira em - TV Pirata.

Uma das melhores revelações de nossa arte, meu querido Karan deixou sua marca no consistente humorístico-TV Pirata, nos anos de 1988 com seu personagem Zeca Bordoada dentro do quadro TV Macho.

Um machão que informava aos machões de plantão de todas as notícias do Mundo Macho. Dentre seus bordões, um deles é “a gente come abelha porque mel é coisa de afrescalhado”. As entrevistas eram uma outra parte do programa: nelas, Zeca Bordoada entrevistava machões e machonas, pois houve mulheres entrevistadas.

Guilherme Karan - Ator brasileiro

Na foto : Guilherme Karan
Fonte de pesquisa Wikipédia

Ronald Golias-fantástico artista brasileiro

Meu saudoso amigo, Ronald Golias.

Pacífico, seu primeiro personagem na TV, ficou famoso pelo bordão “ô Cride”.
Em 67, Golias levou para a televisão seu personagem Bronco, que já fazia sucesso no cinema. Ele estreou no humorístico “A Família Trapo”, da TV Record, ao lado de Otelo Zeloni, Renata Fronzi, Cidinha Campos, Ricardo Corte Real e Jô Soares. O programa foi ao ar até 1971.

Um dos pioneiros do humor da TV brasileira, o comediante Ronald Golias, 76, morreu no final da madrugada  de uma terça-feira, em São Paulo, de uma infecção generalizada.
Deixou de herança seu velho carro “Packard” de estimação.

Packard 1942 - Decantado em verso e prosa por Golias.

“Ô Cride” , fala pra mãe que…

Ronald Golias.