Antártica: Uma viagem fascinante – parte 2

Eu, Paulo Moróz e o Hércules da FAB…

Entrei pelo pátio da Rede Bandeirantes em São Paulo, na direção do setor de operações e logística. Lá estava meu amigo Carlos Alberto Bottini e um assessor de imprensa da Companhia Antárctica Paulista, então patrocinadora daquelas expedições.

De lá fui a sala da vice presidência e, acertados os ponteiros para aquele trabalho, me coloquei em campo.

Primeira providencia… escalar como meu fiel escudeiro o engenheiro eletrônico e grande amigo… Paulo Moróz. O difícil seria a Bandeirantes liberá-lo para aquela aventura…

Enfim, aquele saudoso abraço que alentávamos já por muito tempo, aconteceu. Foi um abraço de uma das pessoas que mais prezo no sistema de televisão. Já trabalhamos juntos por mais de duas dezenas de documentários. Sou fã dele…

Depois de sua liberação pela televisão Bandeirante, fomos escolher nossos equipamentos de viagem. Ficamos 10 dias mais ou menos “climatizando” as câmeras e os Video-tapes para que suportassem as baixas temperaturas.

Isto posto, nos vimos somente dois dias depois no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Nos despedimos dos familiares e embarcamos para a base aérea do Galeão no Rio de Janeiro. Estávamos levando mais de trezentos quilos em equipamentos…

Já no Rio, esperamos pelo dia seguinte para embarcarmos para o Chile e de lá em navio para o Pólo Sul.

Estávamos dentro de um HÉRCULES da FAB.

Os cientistas, a tripulação militar e a gente se deu muito bem. Nosso comandante era de uma flexibilidade incomum para a ocasião… estávamos na transição democrática. Na “Perna” até Punta Arenas fomos obrigados a fazer uma escala em Porto Alegre por problemas técnicos.

Dormimos por lá. Escolhemos um hotel modesto e nos instalamos. O calor era sufocante, o ar parecia não haver na atmosfera. Aquela “escala forçada nos pegou de surpresa”. À tarde do dia seguinte embarcamos para a Patagônia Chilena. Parecia interminável aquela viagem. Ainda bem que o assessor de imprensa da Cia. Antárctica mandara abastecer o avião de refrigerantes e que tais… Apesar do cansaço o clima era de descontração e alegria. Os rostos de todos demonstravam ansiedade e um certo ar de interrogação. Afinal, estávamos indo pro Pólo. Não são todos os dias que os cidadãos do mundo tinham esta oportunidade. Era um privilégio pra todos nós.

Chegamos em Punta Arenas.

Próximo passo: Barão de Teffé

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